TESTE POP

segunda-feira, 19 de setembro de 2022




“SEMEADOR DE UTOPIAS”*

 

Um dia as águas escolheram um homem

Um homem chamado João, João da Águas.

Das águas lançou sementes por todos os cantos

Pelas cidades e pelos campos.

Cada árvore, cada fundo de vale por ele percorrido,

Tornou-se conhecido, evidenciado, mapeado.

Tudo se tornou parte de seus sonhos

Que foram se juntando a tanto outros.

Sempre acreditou ser possível tornar o mundo

Um lugar melhor para se viver.

Lançou sementes...

Sementes de cuidado, de respeito,

De inclusão, de participação

De planejamento e de sustentabilidade.

Partes desses sonhos brotaram,

Outros em estado de espera, de prontidão.

Porém seus potenciais continuam em sua essência.

Quantas sementes de utopias lançadas

Em reuniões, em encontros, seminários

Colocando no centro das buscas

A natureza, a cidade e as utopias do amanhã.

Deixou a ciência perplexa com seu conhecimento,

Suas práticas e seus esforços não tinham limites.

Dos vídeos, das lives, dos mapas e imagens lançados

Surpreendia a todos pelo tipo de conhecimento que despertou.

Um autodidata na busca pelo saber.

João irrigou mentes, ensinou, e trouxe para a cena central

A busca de uma cidade imaginária e desejável,

Diante das melhores práticas mundiais.

Aproximou a natureza da urbanização,

O homem em sua condição coletiva.

Construi pontes de nada existente

Ao planejamento possível.

Em busca de formas ideias, de cidades ideais.

Semeou utopias sociais, ambientais e sustentáveis.

Onde pensam as melhores cabeças, as melhores intenções.

Porque acreditava que outro tipo civilizatório

Era possível, desejável, viável e necessário.

Com brilho nos olhos, com astúcia na voz,

Com a alma quente, em diálogos e conflitos

Numa busca constante,

Típicas de um semeador de utopias.

De utopias críticas e possíveis.

  

*Paulo Bassani Sociólogo, Escritor, professor universitário e amigo de João
 

sábado, 17 de setembro de 2022


Universo e a nossa vida*

 Tudo é muito instigante, curioso e desconhecido quando falamos de Universo, ou versão também conhecida como Cosmos. Há uma incessante busca de conhecer como surgiu a Terra e a vida humana a partir da formação do Universo e quais são nessa composição, o nosso tempo, espaço, quantidade e qualidade.

Tentarei fazer um apanhado do que se conhece e do que se disse no processo que vai dos telescópios lançados pela NASA mais propriamente da Voyager I ao James webb e a partir das informações por eles transmitidas e análises de cientistas astrônomos como Carl Segan, Stephen Hawking. A partir dessas referencias permite termos uma leitura inicial do que conhecemos e de quanto ainda temos a conhecer sobre nossas origens, nossa importância e nosso destino nessa imensidão cósmica.

         Em fevereiro de 1990, Carl Segan cientista na NASA sugere que a Voyager I que estava passando próximo de Saturno pudesse virar seu foco para a região cósmica de onde ele partiu a Terra. E uma surpreendente imagem tão pequena surge no infinito, o que ele chamou de um “Pálido Ponto Azul”, que permitiu ver pela primeira vez, nossa Casa Comum, de uma forma tão distante. Toda uma primeira reflexão aparece, como evidente demonstração de nossa pequenez. Sagan expressa, “A Terra é um palco muito pequeno em uma vasta arena cósmica.” E nessa mesma linha reafirma: “O universo não parece nem benevolente e nem hostil. Apenas indiferente de preocupações de criaturas tão insignificantes quanto nós”.  Diante da imensidão cósmica ao tudo indica somos, como planeta, poeira  que se encontra na parte norte de uma pequena galáxia chamada de Via láctea. Nosso tamanho diminui na medida em que mais avançamos pelas distâncias do Cosmos, nossa importância diminui na medida em que conhecemos as dimensões universais.  Sagan nos lembra para não nos absorvermos nessa inoperância dizendo que “Nós somos uma maneira de o cosmos se autoconhecer”. Também compreendo desta forma, entretanto, isso apenas nos remete a um entendimento das possibilidades científicas que temos de nos conhecer nessa aventura e vastidão cosmológica.

O que sabemos até agora do universo conhecido é de que ele é hostil a vida humana. Vida, muito provavelmente haja, pois há água e alguns outros elementos químicos fundamentais para que a vida biológica se manifeste. Isso justifica o entendimento de ciência de Segan no qual ela se compõe de muito mais que um corpo de conhecimentos, trata-se de uma maneira de pensar.

Nessa dimensão cabe perguntarmos: Porque buscamos conhecer, apreender, entender, decifrar o universo. Esta foi e continua a ser uma aventura belíssima, intensa, cheia de mistérios. Porém o que seria desse saber, desse conhecimento, desse desvelar senão pela busca de melhor qualidade de vida para a humanidade aqui, em primeiro lugar e, depois quem sabe no cosmos.

Por isso que conhecer sempre é a tentativa de buscar outras portas, outras trilhas, pistas e sinais que nos dão condição de ingressar num futuro desconhecido. Saímos dessa busca quando não mais existirmos, mas enquanto vivos não há como sair, mesmo que não mova meu corpo para outros espaços, minha mente irá trafegar por trilhas do pensamento que  alçam mais distante a imaginação. “As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo.” dizia Stephen Hawking. Esta leitura demonstra toda consciência social do cientista que manteve um olhar para o chão histórico e outro para as estrelas.

Esta é uma aventura belíssima, intensa. Ao dialogarmos com o não existente, estamos estabelecendo um chute para o alto imaginando outras formas e dimensões de tamanhos, velocidades, intensidade, valores, princípios.

Só é possível avançar no pensamento quando tentamos algo nunca imaginado e mergulhamos no desconhecido encontrando novas metodologias, novas teorizações. Ir ao futuro de olhos, ouvidos, coração e alma abertos para que deixemos de lado todo preconceito, todo medo em relação ao desconhecido. A percepção, a busca pelo desconhecido é a mais fascinante experiência que homem pode realizar. Por isso que a vida é uma eterna busca de apreender, de tentar encontrar caminhos, possibilidades, exercitar o amanhã a partir de uma leitura crítica do passado e o entendimento do ponto que hoje você se encontra.

 *Paulo Bassani é sociólogo, escritor e prof. universitário

 

 


XVI  Simpósio Nacional de Iniciação Científica
UNIFIL
Mesa redonda: "O papel da extensão na formação acadêmica"

 

 


Vamos remar e vamos homenagear o nosso amigo
JOÃO DAS ÁGUAS

quarta-feira, 17 de agosto de 2022


       ESPAÇO ABERTO - Pág. 02

    17/08/2022

                         Relações entre a natureza e a cultura*

 Esta questão diz respeito a pensar a sustentabilidade de uma relação perdida e que se faz necessário seu reencontro. Uma atenção especial pode-se ater ao conhecimento e experiência a partir da visão das sociedades tradicionais, camponesas e indígenas, com seu ambiente. Uma abordagem que se funda no conhecimento e nos saberes culturais dessas populações. Suas riquezas biológicas, seus modos de vida e todos os potenciais ecológicos da região onde vivem. Nesse entendimento do ambiente natural como potencial dessas populações observa-se fonte de novas perspectivas de sustentabilidade. Essas práticas produtivas de relação direta com a terra e toda a natureza podem ser observadas com a devida atenção, a movimentação de atores na construção da sustentabilidade presente no ser dos povos em seu cotidiano. Nesse olhar acrescenta leff (2010)“Aqui se constitui a proposta teórico-filosófica-política de construção de uma racionalidade ambiental em um campo prático, em que o potencial ecológico, a produtividade tecnológica e a criatividade cultural se fundem em novas estratégias agroecológicas e agroflorestais, em um diálogo de saberes entre as ciências ecológicas e agronômicas com os saberes indígenas e camponeses, em um processo de reapropriação cultural técnica e social da natureza.”  Esta perspectiva crítica possibilita estabelecer passadas num rumo de aproximação entre a natureza e a cultura.

Vejamos algumas das principais vertentes ecologistas que orientaram a formação dos ambientalistas, educadores ambientais nessa concepção em nosso tempo, onde todas elas fazem e refazem, com suas especificidades, este caminho de encontro dialético entre natureza e cultura:

1.     O pensamento da complexidade (Edgar Morin);

2.      A ecologia profunda ( Arne Naess);

3.     Ecologia da mente (Murray Bookchin);

4.     O Ecomarxismo, Ecosocilismo (James O´connor, Michel Lowy);

5.     A Economia Ecológica ( Joan Martínez- Alier);

6.     A Teoria Gaia (James Lovelock);

7.     A Teia da Vida (Fritjof Capra);

8.     O Cuidado Essencial (Leonardo Boff);

9. A Autopoiesis (Francisco Varela e Humberto Maturana);

10. Os Movimentos Ecologistas (verdes, ecofeministas, agroecologia...)

Os problemas do conhecimento ambiental e as tentativas de estruturação paradigmática.  São temas centrais das Ciências humanas na formação sócio ambiental, sendo, portanto um desafio cotidiano na construção de um pensamento ambiental que possa conscientizar as pessoas de que somos natureza, que dela dependemos e de que necessitamos mudar, ampliar nossos diálogos, e principalmente nossas práticas com ela. Já temos nessa experiência civilizatória condições de estabelecer esta mudança.

Podemos refazer a ação pedagógica mobilizada pelo saber ambiental, como manifestação da capacidade transformadora de saberes e cuidados com a vida e toda a natureza. Trata-se de montar uma estratégia de educação através de círculos permanentes de aprendizagem e de práticas. Formar atores capazes de desenvolver projetos, propostas de recuperação, conservação, cuidado, assim como na produção e consumo sustentável.  Isso implica pensar num sistema educativo onde  novos modos de produção, de necessidades, formas de sociabilidade, convivência baseadas numa cultura sustentável.

*Paulo Bassani é sociólogo, escritor, ambientalista e prof.Universitário  

terça-feira, 9 de agosto de 2022



 DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
09/08/2022

Ensinam-nos a viver na TERRA !
Os indígenas nos orientam para o verdadeiro sentido de pertencimento à Terra.
Meu respeito e admiração!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

 


Minha homenagem a Jô Soares*

Morrem os que fazer rir,
Morrem os que fazem chorar!
Morremos todos quando alguém que fez parte de nossas vidas parte.
Quando parte alguém, parte nossa, parte junto.
Associamo-nos a esta viagem para outra dimensão.
Acreditamos ser uma dimensão melhor que esta.
Nos que permanecemos sentimos falta,
Sentimos o tempo deslizar em nossas mãos,
No choro, no riso partilhamos uma estada,
Há dias em que o choro toma conta,
Mas há dias em que o riso nos faz tão bem.
Hoje perdemos um pouco do riso.
Fica o choro!
Mas amanhã voltaremos a sorrir
Palas lembranças, pelas memórias
pelas histórias,
Pela vida que insiste em prosseguir.
Com risos, sorrisos, gargalhadas e alegria.
Podemos nos fortalecer neste entendimento
De que a vida é uma pequena estada
De alguma dimensão que pouco conhecemos.
A outra, esperamos que nos aguarde por muitos anos.

*Paulo Bassani escritor, poeta, sociólogo e prof. universitário.

 PENSAR POÉTICO JOGAR PARA O ALTO* Disposto a reflexão Joguei o pensamento para o alto Acertei na explicação Que agora corre pelo chão. Mas ...