TESTE POP

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Apresentação do Manual de Indicadores de Desenvolvimento 2023 e a XII Pesquisa de Percepção da População sobre Londrina. 

30 de novembro, quinta-feira, às 8h00 na Associação Medica de Londrina

Londrina - PR - Brasil

Prof. Paulo Bassani 

membro do FDL




domingo, 19 de novembro de 2023

Programa 

Sintonia Verde
Episódio 16

I°Temporada
"A natureza e os humanos"

Paulo Bassani
TVBraga brasil

  


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Série - Poemas Contemporâneos


 

Não a insensatez da guerra da fome!


Morrer vamos todos!

Sim porque somos mortais e finitos.

Porém, morrer pela estupidez das guerras e da fome

Ambas criações humanas, nada há de sensatez

Nessa atitude gerada por quem não vai à guerra

E por quem não sente fome.

Tudo indica ser uma grande ausência de humanidade

Da falta de civilidade, de sensibilidade, de ética,

De compaixão de respeito à vida.

Nada há nada para agregar, reconhecer nesse quadro dantesco

Com o interesse de poder, acumulação.

Produzir e vender armas

Produzir e ter excedente de alimentos

Para estocagens futuras.

Tirar a vida de crianças, jovens

Homens e mulheres com história e vida pela frente

É negar a liberdade, negar o direito a vida,

Negar o direito de viver seus sonhos, suas utopias.

Ninguém tem esse direito exterminador!

Nada de nobre e civilizatório há nisso

Somente o desprezo a quem gera guerras e fome.


*Paulo Bassani


domingo, 12 de novembro de 2023


Programa 

Sintonia Verde
Episódio 15

I°Temporada
"A natureza e os humanos"
Paulo Bassani
TVBraga brasil

 





 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

 


Folha de Londrina -Espaço Aberto

10/11/2023 - Londrina - PR


Eliot poeta marcante da modernidade*

 

O escritor Thomas Stearns Eliot, renomado poeta, escritor e dramaturgo nascido nos Estados Unidos e, com grande parte de sua vida passada em Londres, Inglaterra, é amplamente considerado um dos mais influentes modernistas literários do século XX, tendo vivido de 1888 a 1965. Eliot legou uma obra extraordinária repleta de reflexões que permanecem extremamente pertinentes na atualidade, especialmente em um contexto dominado pelas redes sociais e seus discursos frequentemente superficiais e incoerentes. Uma de suas célebres citações, que ressoa de maneira notável nos dias atuais, é a seguinte: "Numa sociedade de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece que está fugindo."

Sua vasta erudição nos campos humanístico, filosófico e literário permitiu que expressasse sua inquietação como escritor. Eliot foi influenciado pelo poeta Charles Baudelaire e, em 1948, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em reconhecimento ao conjunto de sua obra.

Sua escrita era caracterizada por uma postura crítica e incisiva, muitas vezes perturbadora, pois buscava adentrar as profundezas para desvendar a consciência da modernidade. Possivelmente, tal abordagem se deve em parte à sua história pessoal, com raízes nos Estados Unidos e maturidade na Inglaterra, dois países cruciais na formação da modernidade capitalista e da configuração do mundo ocidental. Com seus princípios e valores que determinam um modo de ser pensar, delineando os traços da modernidade capitalista em sua forma homogênea de se manifestar.

Em sua obra intitulada "Os Quatro Quartetos," publicada em 1943, Eliot alcançou um equilíbrio notável em sua expressão poética. Em geral, seus versos exploram a natureza do tempo, enfatizando aspectos teológicos, históricos, físicos e sua relação com os seres humanos. Cada um dos versos está associado a um dos elementos essenciais da natureza: ar, terra, água e fogo. Como ele expressa em um dos trechos mais conhecidos:

"O presente e o pretérito, talvez estejam presentes no futuro. E o futuro no pretérito, se todo o tempo estiver eternamente presente, todo o tempo será irredimível, O que poderia ter sido é mera abstração, permanecendo uma possibilidade eterna apenas do mundo da especulação. O que poderia ter sido e o que foi apontam para um fim único que está sempre presente."

Nessas palavras, Eliot revela seu estado de espírito intelectual e poético, conectando passado, pretérito e futuro. Ele questiona se somos nós que passamos pelo tempo ou se é o tempo que passa por nós, destacando a complexidade e a abstração do contínuo fluxo temporal que perturba tanto o escritor quanto seus leitores.

Hoje, somos inundados com uma profusão de narrativas, apresentadas com uma intensidade sem precedentes na história da humanidade. Essas narrativas podem muito bem encapsular a angústia de Eliot, já que muitos discursos contemporâneos, por carecerem de profundidade, ética e seriedade em suas considerações, podem soar "tão naturais" e "tão verdadeiros" que causariam espanto ao poeta. Essa inundação de inverdades, narrativas construídas por robôs ou por agentes com essas intenções de desagregar a credibilidade da informações, hoje presente em todas as redes sociais, confundem e estimulam os processos alienantes em curso. Retificando a ideai de que, quanto mais alienação, mais domínio de forças estranhas que controlam o poder.

Essa superficialidade na abordagem de temas complexos, hoje expresso pelas redes sociais, pode ser a impressão evidente e inevitável da capacidade humana de penetrar profundamente na lama da modernidade, um contexto que impõe a necessidade de lutar pela liberdade enquanto reprime a intelectualidade e a leitura com a profundidade necessária para desvendar e desvelar nossa condição humana. Eliot, com sua escrita inquietante e profunda, continua a servir como um farol que ilumina os desafios e dilemas da vida moderna, incentivando-nos a questionar e refletir sobre nosso papel na sociedade e na história.


*Paulo Bassani é cientista social

 


domingo, 5 de novembro de 2023

Programa 

Sintonia Verde
Episódio 14

I°Temporada
"A natureza e os humanos"
Paulo Bassani
TVBraga brasil

 


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

 SERIE

                                POEMAS CONTEMPORÂNEOS



 20 minutos do segundo tempo*

 

Uma sensação estranha

Passa pelo meu ser!

Pensar sobre o tempo e a  vida.

Será que passamos pelo tempo

Ou ele que passa por nós.

Descobri como num jogo de futebol

Estar vivenciando

Os 20 minutos do segundo tempo.

Penso que a vida não é um jogo!

Ela é muito mais que isso

Mas  como uma analogia temporal

Com suas comparações e situações

Faz-se possível pensar.

 

Aos 20 minutos do segundo tempo.

Podemos considerar que

O primeiro tempo já se foi, acabou

Não há retornos, apenas uma lição

Esperamos ter apreendido,

Dos erros, dos acertos,

Ficaram as lembranças...

Muitos nem conseguem completar

Este primeiro embate,

Deste jogo  foram retirados por diferentes motivos

Falta de empenho, desmotivação, despreparo,

Algum acidente de percurso.

Que objetiva e subjetivamente influenciaram.

Outros sequer retornam ao segundo tempo,

Pois do primeiro tempo tudo viveu, nada sobrou.

 

No intervalo avalia-se o resultado de embate

De empate, de  defesa, meio e ataque

Observado, estudado, analisado

Com algumas novas  estratégias

E novas táticas para o andamento

Linhas que se cruzam, linhas que avançam

Há recuos, há perspectivas

Mais aconselhamentos psicológicos, cuidados físicos

Distribuição dos espaços pelo campo da vida.

Pelo palco do jogo.

 

Inicia-se o segundo tempo.

Nesse o tempo parece correr muito rapidamente,

Em poucos instantes

Já estamos aos 20 minutos

Alguns cartões amarelos para administrar,

E a precaução para não tomarmos os vermelhos.

Momento difícil, perplexo!

As forças físicas começam se esgotar,

Buscar e forças e resistência

Para a continuidade do jogo.

Uma dúvida paira no ar:

Assegurar o resultado do primeiro tempo

Ou arriscar para o ataque.

Tudo é incerteza, tudo angustia

Mas na história humana há padrões

Do “jogo da vida”, das decisões e das omissões,

Que carregamos que nos atordoa.

Porém não há certezas.

 

Há um acaso entre o destino

A liberdade, a opressão, o potencial.

Nisto o treinador divino nos orienta

A tomar decisões com minha capacidade

Minhas forças somadas aos outros que me rodeiam

Subjetiva, objetiva, sensível e vigorosa.

 

O estádio onde tudo se desenrola

É o planeta Terra, nosso palco comum.

Com gramados mal cuidados,

Com estruturas insustentáveis.

O juiz e seus auxiliares são as leis,

Que assumem normas que nos regulam

Determinam os limites de nossos comportamentos.

Nesse território, palco, gramado,

Talvez marcaremos  alguns gols

Com eles conquistaremos a vitória

Mas a derrota nos  persegue intrépida,

Em segundos de distração tudo pode acontecer

O que importa é estabelecer um jogo bem jogado,

Planejado, empenhado, vivido, gentil e solidário,

Tanto nas assistências, quanto na hora de marcar.

 

Talvez até tenhamos uma prorrogação

Mas que ela seja sem sofrimento,

Apenas para celebrar os minutos finais

E poder com a torcida dos homens e dos anjos

Que com seus gritos, críticas e emoção

Nos impulsionam ao amanhã

E jogamos com toda disposição.

E ao sair de campo com a satisfação de missão cumprida,

De que ganhar ou perder nada importa

O que importa é viver

 

*Paulo Bassani

 Poema Um tempo* Houve um tempo Em que podia esperar Hoje já não espero mais. Houve um tempo Em que lamentava pela ausência Hoje...